A  vergonha é uma força, uma emoção tóxica que se arremete onde quiser, por isso escolherá nosso corpo para se manifestar e nos afetar fisicamente, nos deixando vermelhos, mudos, gaguejando, com ataques de pânico, com enjoo… No entanto, dentro de nós, temos as capacidades e as habilidades necessárias para enfrentá-la. A vergonha é também essa crença dolorosa e errada que vivenciamos sobre a deficiência de nós mesmos. Essa crença sempre é tóxica ou negativa, porque nos paralisa e nos isola diante das nossas metas. A vergonha não tem a ver com capacidade, talento, potencial e coeficiente intelectual, mas com sentir diretamente que somos inadequados, que não somos aptos. É pensar que somos um defeito da natureza, um erro e que, dada essa incapacidade que nos identifica, nosso entorno poderia nos abandonar.

Quantas coisas renunciamos por causa da vergonha?! Muitos acreditam que ser insignificante é garantia de segurança e preferem ser ignorados para não se arriscar a ouvir a opinião dos outros. Arrisque-se! Muitas das grandes ideias foram, no começo, motivos de chacota. No entanto, para se contrapor a essa emoção e nos curar, primeiro precisamos conhecê-la. Para isso, proponho que responda sinceramente às seguintes perguntas:

  1. Você sempre se preocupa sobre como se vê perante os outros?
  2. É difícil responder quando alguém o critica?
  3. É difícil acreditar que alguém possa falar bem de você?
  4. Você se preocupa antecipadamente por aquilo que poderia fazer errado?
  5. Você considera que não é tão capaz quanto as outras pessoas que conhece?
  6. Você tende a se envergonhar pela forma como se comportam as pessoas próximas?
  7. Sente vergonha pelo simples fato de estar com alguém que atue de maneira boba ou ridícula?

Muitos sim? Não se desespere!

Lembre-se de que a vergonha é uma crença errada. Podemos nos despedir dela assim que estivermos dispostos a enfrentá-la. Precisamos compreender que nossa autoestima e nossa identidade não devem estar fundamentadas naquilo que as pessoas dizem ou opinam sobre nós. Sua autoestima não pode depender do que os outros aprovam em você, mas sim daquilo que você decidiu alcançar.

Dicas e estratégias práticas e simples para você se livrar da vergonha:

Primeira Dica: Rejeite todas aquelas palavras de chacota que lhe foram dirigidas em algum momento de sua vida e hoje voltam a soar em sua mente. Está comprovado que um suicida tem guardadas em seu coração palavras de alguém que lhe desejou a morte. Hoje, elimine toda palavra, toda lembrança e todo gesto que tenha imposto algum limite sobre você.

Segunda dica: Valorize as palavras que agregam valor à sua vida, acreditando e confiando em si mesmo, você se verá respondendo e agindo de uma maneira diferente, porém eficaz e segura.

Terceira Dica: Entenda que cometer um erro não faz de você um erro!

Não confunda cometer um erro com ser um erro. Atenção! Não fale mal de si mesmo. Não se autocastigue. Use seus erros para crescer; o erro não faz a sua identidade.

Quarta dica: Ria de seus erros! Isso mesmo! A risada espanta a vergonha.

Quinta Dica: Dê a luz ao gênio que carrega dentro de si!

Seu potencial é seu verdadeiro eu, não a vergonha. Há uma força oculta, uma habilidade dormindo dentro de você que não está sendo utilizada. É uma reserva que lhe pertence e é hora de ela sair à luz.

À medida que começar a se mexer, a vergonha irá desaparecendo. Então, essa emoção não será um limite, mas um desafio. Comece a caminhar tendo a convicção de quem você é e, se a situação exigir, em determinados momentos, até pode chegar a ser um “sem vergonha”, no bom sentido da palavra.