De quem estamos falando quando nos referimos a pessoas afetadas pela culpa tóxica? Alguns exemplos podem ser aqueles que se sentem em dívida permanente com algo ou com alguém, aqueles que se autocastigam ou aqueles que, voluntariamente, ficam na metade do caminho e não alcançam suas metas por não se sentirem merecedores do êxito.

Diferença entre a culpa real e a culpa tóxica:

  • A culpa real é a que surge quando se transgride uma lei, seja moral, universal ou divina, tendo consciência disso. Estudos antropológicos encontraram, além de parâmetros éticos, morais e espirituais do ser humano, a existência de certas leis como universais. Quer dizer, que de alguma maneira são leis que estão gravadas no espírito do homem, sobre as quais haveria um conhecimento prévio ou consciência de culpa ao transgredi-las. Esta culpa é positiva no sentido de nos mostrar quando realmente nos equivocamos, já que nos dá a oportunidade de mudar de rumo.
  • A culpa tóxica é produzida quando o sentimento de culpa que pretende atormentar uma pessoa não é fruto das leis chamadas universais, mas vêm de causas emocionais, mais especificamente de feridas emocionais.

A nossa consciência poderia ser comparada a uma balança, que, dependendo do que fizermos, se inclinará para um lado ou para o outro, indicando o que está bem e o que está mal, de acordo com as leis que temos gravadas em nossa mente. Desta maneira, nossa consciência nos faz experimentar a culpa como um sinal de que não estamos fazendo “o que deveríamos”. A pessoa submersa na culpa tóxica está segura do que “deveria” fazer e aceita certas crenças falsas como leis universais tais como:

  • Deveria fazer o que me diz tal pessoa.
  • Deveria ajudar a todos os que me rodeiam.
  • Deveria escutar os problemas de toda minha família e de todos os meus amigos e de todo o mundo.
  • Deveria fazer felizes os demais antes de me preocupar com minha felicidade.
  • Deveria ser sempre feliz; não deveria ficar bravo.

Todas essas afirmações são falsas, e vem de crenças limitantes ou sabotadores da nossa felicidade. Quando você é livre de seus “deveria”, pode respeitar a liberdade que os outros merecem. Não caia nas armadilhas, aplique a lei do 100%, que diz que cada um é responsável por 100% de seus próprios pensamentos, decisões e ações.

Identifique a origem das culpas tóxicas!

Uma das causas mais frequentes vem da forma como os pais tratam seus filhos diante a um erro cometido: empregam atitudes hostis e degradantes. Se a culpa se origina no núcleo familiar, o sentimento “culpógeno” pode chegar a durar toda a vida, já que quando somos novos, questionamos muito menos a realidade que nos é apresentada e a aceitamos como certa. É comum fazer com que muitas crianças se sintam inferiores, culpadas, indignas por atos que não estão relacionados com a transgressão. E o lamentável é que essas crianças que crescem nesses ambientes em longo prazo, se converterão em adultos que, frequentemente, irão ter a tendência a se sentir incapazes, inseguros, e irão reagir mal e com angústia perante toda situação frustrante.

Dicas e estratégias para você se livrar da culpa tóxica:

Primeira Dica: Se você se equivocar, peça perdão àquela pessoa que saiu machucada e siga em frente. Não se detenha nem fique pedindo perdão mil vezes, basta pedir perdão uma vez com arrependimento sincero. Quando você se equivocar, resolva rápido, não se culpe o tempo todo e trate de não repetir o erro.

Segunda Dica: Se você se equivocar, repare o dano produzido. Repare essa feridas, na medida do possível. Se por meio de uma mensagem você manipulou essa pessoa, envie outra reparando o feito e diga o quanto ela é importante para você. Mude o negativo para o positivo. Isso é reparar.

Terceira Dica: Se você errar, coloque em palavras sua culpa.  Se Libere e libere os demais de toda culpa. Se algo o faz sentir-se mal, diga, porque a culpa trabalha na solidão e no silêncio.

Quarta Dica: Mude a culpa tóxica por seu direito a desfrutar. Desfrute de tudo o que possui. Não guarde a louça mais bonita para os convidados especiais, não guarde o perfume para eventos especiais, não guarde a melhor roupa para quando for a algum lugar importante, não deixe de desfrutar do que possuí hoje. Desfrute!

Quinta Dica: Não poupe as expressões de amor e gratidão.

Não guarde as palavras nem as expressões de seus sentimentos, não guarde esse abraço ou essa iniciativa de fazer uma ligação telefônica, não guarde seus sorrisos para amanhã.

Sexta Dica: Não se importe com quem o critica por desfrutar. Vivemos numa sociedade na qual as pessoas estão mais focadas na vida alheia no que na própria. Não permita que o façam sentir-se culpado por usar o que lhe pertence porque, se algo é seu, é para desfrutar como e quando quiser.

Sétima Dica: Libere a alegria que há em seu interior. Há pessoas que passam o tempo todo procurando a felicidade do lado de fora,  mas o dom de desfrutar está dentro de você. Não é preciso de estímulos externos para se sentir bem. Nenhum ambiente o dominará quando você liberar a capacidade de desfrutar onde for.