É normal que nos sintamos mal frente àquilo que nos causa algum tipo de dor. O importante é atravessarmos essa fase e a superarmos. No entanto, se com o passar dos dias você perceber que esse desânimo não vai embora, e que a situação que causou esse mal-estar já passou a angustiá-lo, é nesse momento que surge uma sensação de desconcerto e de angústia muito profunda que faz com que você não consiga lidar com o que acontece e que esteja no meio de uma emoção tóxica. Nessas circunstâncias, parece que a angústia já tomou todo o controle de sua vida, de suas emoções, e ela passa a ser agora o motor de sua existência. Por isso, é necessário entender que ficar desanimado por tempo determinado é normal; viver na angústia, não!

A angústia é uma emoção tóxica que nos produz mal-estar, nos incomoda, nos deprime, nos submerge e nos obriga a permanecer na lamentação, na queixa, na dor, na tristeza e no desassossego. Quanto mais tempo passarmos nesse estado, mais tóxica se tomará essa emoção. Isso acontece porque cada emoção que vivenciamos se transforma em uma sensação corporal que nos produz um estado de bem-estar ou de mal-estar. Ficar desanimado é normal, mas permanecer nesse estado é tóxico.

Você precisa saber que essa emoção tóxica não pode ocupar toda sua mente, todo seu tempo, tampouco pode ter o controle de suas emoções, nem detê-lo, nem tirá-lo do foco de seus objetivos. A angústia não pode condicioná-lo, enfraquecê-lo, nem tomar decisões por você. Você não pode permitir que a angústia te roube as suas forças e suas energias.

 

Dicas para sair da angústia:

Primeira Dica: Esteja disposto a sair da angústia, expresse suas emoções não as abafe!. Logo verá o alívio que surge ao poder expressar algo que tinha guardado. Se expresse!

Segunda dica: Aprenda a administrar as lembranças com sabedoria. Os seres humanos possuem uma capacidade extraordinária para arquivar na memória tudo que vivem e, também, para lembrar disso quando necessário. Lembre-se de quantas situações difíceis e tristes você já saiu, quantos fatos que pareciam terríveis você superou e saiu mais fortalecido. Você pode escolher de quais coisas quer se lembrar e quais não, por isso, se há lembranças que você sabe que deve esquecer, faça isso o mais rápido possível!

Terceira Dica: aprofunde seu autoconhecimento. Vivendo é que percebemos como, nos momentos de dor e de angústia, aprendemos quem verdadeiramente somos e qual é nossa essência. A partir daí, dessas situações, faremos a diferença.

Quarta dica: Entenda que cada dor tem um aprendizado e cada aprendizado, uma oportunidade de penetrar em um mundo desconhecido, porém muitas vezes assombroso. Quanto maior for sua disponibilidade de não permanecer neste estado de derrota, mais rápido conseguirá sair e avançará, apesar das circunstâncias.

Quinta Dica: Acorde o gigante adormecido. Dificuldades e crises despertam em nós o gigante e o potencial que estava adormecido. Não peça que seus problemas sejam mais fáceis, mas que você seja mais forte. Não peça para ter menos desafios, mas peça para ser mais sábio porque novos desafios virão.

Sexta Dica: Reconheça que não pode ter o controle de tudo. Se não estiver em suas mãos mudar a situação que está produzindo dor, escolha a atitude com a qual irá afrontar esse sofrimento.

É sadio saber que há muitos aspectos fora de nossa área de influência. Lembre-se de que 10% da vida está composta por aquilo que acontece conosco, do inevitável, porém os outros 90% dela dependerão de como a encararmos, o que nos dá um sentido de protagonistas do futuro e evita que caiamos no papel de vítimas.

Sétima dica: Tenha determinação. Com disposição e atitudes corretas, os resultados serão incríveis. Da dor e do sofrimento surgirão o potencial, a resiliência, e uma capacidade sobrenatural para se superar. Não se detenha! Dentro de você está tudo que precisa para vencer!