A dor é um processo normal que acontece depois de uma perda e é necessário vivê-la e superá-la. A dor não é o problema. O problema são as emoções não curadas. O problema surge quando ficou uma relação inconclusa, sentimentos não expressos ou palavras não ditas, quer dizer, quando nossas emoções não foram fechadas e sentimos que ficaram muitas coisas por fazer e por dizer. Por vergonha, por raiva, porque morreu, porque não conseguimos, porque não quisemos, não importa, mas todas aquelas emoções que não foram expressas ficam arraigadas e podem se transformar em uma ferida aberta se não as curarmos.

Diferentes tipos de dor:

  • A dor patológica

Na dor normal, se sobrepõe uma aceitação da perda do objeto (coisa ou pessoa). Na dor patológica, essa perda não é aceita e se recorre a diferentes mecanismos para evitá-la. Os dois tipos básicos de dor patológica são: a anulação da dor, quer dizer: “aqui não aconteceu nada, nada mudou”, e a intensificação da dor que acontece quando a pessoa não reprime a emoção que está sentindo, mas a libera de maneira desequilibrada. Chora, grita, sente raiva, angústia, dor, culpa e por aí vai.

  • A Dor ambígua

É aquela dor que acontece quando não se sabe se a pessoa morreu ou não. Isso pode acontecer no caso de uma pessoa desaparecida, de uma pessoa sequestrada, de um marido que foi embora e nunca mais voltou, de um pai que continua vivendo, mas o filho não sabe onde, é o caso de um menino que sabe que foi adotado, mas ignora onde estão seus pais biológicos. Esse tipo de dor também é conhecida como “dor congelada”, quer dizer, a pessoa sente alegria, mas ao mesmo tempo dor por não poder fechar ou entender determinada etapa de sua vida. Para compreender melhor porque sentimos o que sentimos, devemos levar em conta os fatores que podem afetar a duração e a intensidade da dor. Eles podem ser: as causas e circunstâncias da morte, a identidade e o papel da pessoa perdida, assim como a idade e o sexo da pessoa que sofreu a perda e o tipo de personalidade dessa última. Seja qual for a dor que decidamos sentir, devemos aprender que a “dor não é um estado, mas um processo”. Precisamos nos dar o lugar e tempo para poder viver essa dor, para que, ao fazer isso, tenhamos nos reconciliado com a vida.

  • O luto

Uma das dores emocionais mais profundas é o luto. O luto em si mesmo não deve ser considerado um estado patológico. Etimologicamente, o luto significa dor, mas também “luta entre dois”. O indivíduo está em meio a uma luta: por um lado tentando se desligar do objeto perdido, e por outro de assimilar os aspectos positivos deste. Recuperar-se da morte de uma pessoa querida não é eliminar o amor ou as lembranças: significa aceitar sua morte. Diminuir sua dor e pena, sentir-se livre para se ocupar de novo de sua vida.

Dicas para sair da dor:

  1. Libere a dor, não permaneça todo o dia amarrado a ela.

Aprenda a arrancar as fotos negativas, tristes, do álbum da sua mente. Deixe-as de lado e continue caminhando em liberdade e em paz.

  1. Confesse.

Confissão é a ação de se desculpar pelo que fez ou deixou de fazer. Enquanto continuar defendendo o direito de ter razão, vai encontrar um obstáculo no processo de curar suas emoções.

  1. Perdoe.

É um ato libertador, poderoso, por meio dele quem perdoa é quem recebe a liberdade.

  1. Faça declarações emocionais importantes.

Algumas pessoas precisam fazer uma declaração emocional. Hoje é o momento de expressar esse algo que você quis dizer e não disse.

  1. Liberte-se de toda culpa.

A culpa é um sentimento daninho que rouba seu sorriso, sua paz, a segurança em si mesmo e não permite que você avance! Tire-a de sua vida por completo!